sábado, 30 de abril de 2011

O dom da expressão


O dom de expressão

            Fatores Iimitantes: Sou uma pessoa tímida e reservada desde a infân­cia. Gosto de ficar sozinha por não me considerar capaz de fazer as coisas tão bem como os outros. Sou médium com várias atividades na Casa Espírita; porém, quando me solicitam uma prece ou um comentário sobre o Evangelho, fico muda de vergonha. Procuro esconder meu ner­vosismo, mas ruborizo com facilidade. Não suporto lugares onde há multidões; um misto de medo e ansiedade me dominam, sempre que estou na companhia de outros. Quando essa fobia se manifesta, tenho palpitações e a impressão de que vou perder os sentidos. Quero saber como lidar com meu acanhamento?

Expandindo nossos horizontes:

            Aceite o fato de que você é médium e de que sua sensibili­dade é algo muito precioso em sua vida.
            Sensitivos podem, na presença dos outros, experimentar diversas impressões - inexplicáveis sob o ponto de vista físico, mas espiritualmente compreensíveis - porque possuem uma cons­tituição orgânica específica para recebê-las e transmiti-las com certa facilidade.
            O corpo astral dos médiuns capta, através dos sentidos (“radares invisíveis”), todo tipo de energia emanada de outras pessoas ou lugares. A sintonia que se estabelece do encontro com essas mensagens energéticas de seres e de forças inesperadas e às vezes, completamente desconhecidas é que causa esse tipo de fobia e ansiedade.
Em vista disso, procure criar um espaço vibracional a seu redor; uma câmara de proteção na qual você possa abrigar-se sem­pre que for preciso. Busque também desenvolver sua vida mental com a oração, leituras e meditações, examinando as correntes de pensamento, comparando idéias, mas pensando por si mesma.
Nunca queira ser mais nem se sinta menos que os outros. Você é tímida porque não reconhece seus verdadeiros valores nem aceita suas limitações. Quanto mais sufocar sua essência, mais aumentará sua timidez. Uma pessoa autêntica é espontânea, por isso cativa muito mais do que se usasse diversas artimanhas.
É lei da própria natureza: a flor se expressa através do per­fume, os pássaros pelo canto, as árvores pelos frutos, o arco-íris pelas cores. A vida é a divina expressão de Deus.
O que é manifestado no exterior reflete o que ocorre no imo da própria alma. Os seres humanos têm grande necessidade de se exprimir por gestos, palavras, sentimentos.
Na auto-expres­são ocorre uma mostra explícita da individualidade - quanto mais consciente for a criatura, mais espontânea e desenvolta será sua atuação.
Se você colocar obstáculos ao dom da comunicação, dote natural de todo ser humano, será chamada de pessoa sem eco. Não quero dizer que, para se fazer entender, precise ser superdotada; mas simplesmente que se exprima da melhor maneira possível.
Vale muito a chama de uma vela na escuridão.
Na religião dos antigos gregos e romanos, Eco era a divinização do fenômeno acústico; Juno - senhora do Céu e da Terra - a esposa do deus Júpiter e filha de Saturno.
Um certo dia Eco, famosa pela “arte de conversar”, foi convocada por Júpiter para que entretivesse Juno. O poderoso deus queria ter mais liberdade e tempo para descer à Terra, pois dessa forma se livraria do controle ciumento e possessivo da esposa.
Eco obedeceu à ordem do soberano dos deuses, mas o estra­tagema foi descoberto por Juno. Enfurecida, voltou-se contra a pobre jovem e castigou-a impiedosamente. Privou-a de seu bem mais precioso - o dom de se expressar -, ordenando: “tu não farás da palavra senão um uso reduzido!”
Seria permitido a Eco somente repetir as palavras alheias e nunca mais poderia comunicar seus sentimentos e emoções a ninguém.
Apavorada com a terrível maldição, Eco, diante da vingati­va deusa, ainda tentou dizer alguma coisa em sua defesa, mas de sua garganta nunca mais saiu som algum.
A bela moça, inesperadamente silenciada, abandonou a morada dos imortais chorando seu triste destino. Caiu numa tal desventura que só lhe restaram os ossos, transformados em pe­nhascos e cavernas. Dela apenas restou a voz como efeito sonoro.
O castigo que Juno deu a Eco você está dando a si mesma. A relação da Divina Providência com o ser humano é semelhante a uma mãe embalando o filho nos braços.
Ela sorri, fala, canta para ele, sussurra-lhe mil palavras ao ouvido, envia-lhe inúmeras men­sagens através dos gestos e da tonalidade da voz. Assim também se processa o diálogo do Criador com suas criaturas. Portanto, dei­xe que se manifeste a inspiração que há em você; ela é como a névoa da manhã a espalhar-se em sua atmosfera espiritual.
Você, como todas as outras pessoas, é rica de inspiração. Para identificá-la, basta que abra as comportas da alma. Toda timi­dez é formada pelo desejo de agradar e pelo medo de não o conse­guir. É produto do orgulho e não da modéstia.
            Você fica ruborizada porque ninguém consegue controlar o corpo por completo.
            O corpo não mente. Mesmo que você procure esconder seus verdadeiros sentimentos por meio de atitudes artificiais, a expressão corporal denunciará sua impostura.
            Transmita as melodias do sentimento e os musicais da in­tuição; eles estão presentes no concerto de sua própria vida.
            A mesma força que você utiliza para conter seu dom de expressão é a mesma para soltá-lo na comunicação espontânea.

Lourdes Catherine

CONVIVER E MELHORAR
FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO
DITADO PELOS ESPÍRITOS LOURDES CATHERINE E BATUÍRA

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